Especialidade
Paralisia Obstétrica do Plexo Braquial
Também conhecida como bebê que não mexe o braço após o parto, lesão do plexo braquial no parto.
Sinais de alerta
- Braço do recém-nascido imóvel ou caído ao lado do corpo
- Assimetria de movimentos entre os braços
- Mão que mexe, mas ombro e cotovelo não
- Ausência do reflexo de Moro de um lado
O que é
Durante partos difíceis, os nervos que comandam o braço do bebê — o plexo braquial — podem ser estirados. O resultado é um recém-nascido com o braço sem movimento ou visivelmente mais fraco de um lado.
A maioria dos casos leves recupera sozinha nas primeiras semanas. Mas uma parte precisa de tratamento cirúrgico especializado — e identificar esses casos cedo faz toda a diferença no resultado.
Sintomas mais comuns
- Braço imóvel ou caído desde o nascimento
- Bebê mexe a mão, mas não levanta o ombro nem dobra o cotovelo
- Diferença clara de movimento entre os dois braços
Quando procurar um especialista
Todo bebê que nasce com diferença de movimento entre os braços deve ser avaliado por um especialista em plexo braquial no primeiro mês de vida. O acompanhamento seriado é o que define, com segurança, se a recuperação está acontecendo no ritmo esperado.
Como é o tratamento
Nos casos que não recuperam adequadamente, a microcirurgia reconstrói os nervos lesados — com enxertos retirados do próprio bebê ou transferências nervosas. Em crianças maiores com sequelas, cirurgias secundárias (transferências de músculos e tendões) melhoram função e postura do braço.
Recuperação
Bebês têm capacidade de regeneração nervosa muito superior à dos adultos. Com o tratamento certo na janela certa, a maioria alcança ganhos funcionais expressivos, acompanhados por fisioterapia ao longo do crescimento.
Perguntas frequentes
Meu bebê vai recuperar o movimento sozinho?
Muitos bebês recuperam espontaneamente nas primeiras semanas. O papel do especialista é acompanhar marcos objetivos — como a flexão do cotovelo até os 3 meses — para identificar cedo os casos que precisam de cirurgia.
Quando a cirurgia é indicada?
Quando não há recuperação adequada nos primeiros meses de vida, em geral entre 3 e 9 meses. A microcirurgia reconstrói os nervos lesados com enxertos ou transferências, aproveitando a enorme capacidade de recuperação do bebê.
A fisioterapia substitui a cirurgia?
A fisioterapia é fundamental em todos os casos, mas não reconecta nervos rompidos. Nos casos graves, cirurgia e reabilitação se complementam.
Até que idade dá para tratar?
O ideal é iniciar o acompanhamento no primeiro mês de vida. Crianças maiores com sequelas também podem se beneficiar de cirurgias secundárias, como transferências musculares e correções articulares.